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| Ah se a solidão fosse assim tão poética! |
A atmosfera deprimente que está sobre essa cidade me fez escrever esse post. O frio tem essa capacidade: de nos deixar saudosos, fleumáticos e tristes. Esse texto fala sobre coisas para se fazer quando está se sentindo sozinho ou carente. E não, não envolve álcool, chocolate ou hibernação.
Minhas primeiras recomendações são sobre filmes. Cinema sempre foi um ótimo passa tempo, mas nesse caso será um remédio contra a solidão:
Is It Just Me? – a trajetória solitária de um escritor em busca do homem dos seus sonhos. O filme deixa um dor de cotovelo no fim, mas sente-se pena do protagonista antes disso.
Sex and the City 1 e 2 - quarto amigas, New York e muito luxo: combinação perigosa. Acho que todo mundo gosta de fazer umas compras na hora da carência, esse filme consola bastante.
Mata-me de prazer - esse é para quem sonha em encontrar o amor caminhando na rua numa manhã de inverno. Uma mistura de sexo selvagem, amor à primeira vista e perigo, mas no fim é só mais filme americano.
Grandes Esperanças – para aqueles que, como eu, não conseguem enterrar o passado de forma definitiva. O filme trata de um amor de infância que nunca foi esquecido e volta de forma tempestuosa.
Release – para curar uma dor nada melhor que ver alguém sofrendo mais do que nós (eu sei, é muito sadismo). Um guarda penitenciário, um detendo e remorsos fazem desse filme uma ótima terapia recomendada pelo Dr. Marquês de Sade.
Música é um aspecto importante, de fato. Nunca compreendi bem o motivo pelo qual o som exerce tanto poder sobre nós, mas enfim. Existem alguns momentos que a música tem papel fundamental, uma ótima trilha sonora faz grandes mudanças m qualquer ambiente ou pessoa:
21 da Adele – esse álbum traduz muitos sentimentos comuns com uma sonoridade incrível, nada parece tão triste como realmente o é.
Blue de Joni Mitchell – lançado em 1971, contem músicas de transgressão com um tom de melancolia típico do rock da época.
O de Damien Rice – existe uma linha tênue entre a vida e a tristeza nesse álbum de 2003. Ótimo para atenuar dores.
Ler sempre é uma boa forma de escapar da realidade. Você pode imaginar-se no lugar do personagem, num ambiente totalmente exótico e fazendo as escolhas certas para não sofrer:
Livros de Mágoas de Florbela Espanca – poemas que trazem toda a dor interior para o papel. Mas Florbela se vinca da dor, faz pouco dela, descrevia-a de forma fria e insensível. A dor é meramente um estado de tempo.
As procissões de Gibran Khalil Gibran – predomina uma concepção bilateral da vida: o bem e o mal, o campo e a cidade, o pobre e o rico, a sombra e a luz. O primeiro termo da oposição representa o bem, o segundo termo o mal. E o bem e mal nunca se conciliam. Escolha seu lado
Lolita de Vladimir Nabokov – um romance erótico
noiar bem clássico. Melhora muito o humor ler coisas eróticas, é serio. São desprovidas de sentimentos logo não se precisa fazer julgamentos éticos. Tudo fica simples.
Manual do mané de Arthur Dapieve (org.) – trás todos os motivos pelos quais sua vida afetiva anda descarrilhada (achou que era macumba? Talvez seja mesmo). “Evento carbonizante” é quando você sabe que ferrou qualquer possibilidade de algo mais, essa e outras pérolas estão nesse livro.
Essa lista, já vai longe. Mas a melhor maneira de sair da solidão ou carência é conhecer novas pessoas (bate-papo do UOL não vale!) e/ou prestando atenção nas conhecidas. Sempre existe alguém para você, talvez não o príncipe de cavalo branco e nem a princesa da Disney, mas alguém simplesmente comum.
Não espere pelo perfeito, e nem que o vento traga-lhe nada mais que poeira aos olhos. Olhe todos com atenção, talvez o amor da sua vida seja sua vizinha, o padeiro, o carinha do ônibus ou mesmo sua melhor amiga.
Curtam Rolling In The Deep da Adele:
Paulo Marcos Barros